quarta-feira, 19 de novembro de 2014

INHUMAS RECEBE FERNANDO PERILLO E O SHOW "TRINTA ANOS ESTA NOITE"



O cantor e compositor Fernando Perillo e a Banda Kalunga apresentam na noite de hoje, quarta-feira, 19 de novembro, na cidade de Inhumas – GO, o Show “Trinta anos esta noite”, encerrando assim a temporada 2014 do “Projeto Circuito Universitário”.
A organização do show é da UEG Campus Inhumas e a entrada é franca.
O “Projeto circuito Universitário” que é amparado pelo “Programa Estadual de Incentivo à Cultura de Goiás – Lei Goyazes”, percorreu os principais centros universitários do estado, levando de forma gratuita a musica feita em Goiás.

A apresentação será no Centro de Cultura e Convenções Nelo Egídio Balestra, e terá inicio às 20:30 horas.







sábado, 15 de novembro de 2014

TALVEZ...




Talvez esqueça
Que pensei
Nunca te esquecer...
 Afinal,
Teu perfume,
Ainda está
Aqui...

Talvez, esqueça...
Até que um dia lembre
De
Um pôr do sol
Em tarde
Iluminada por
Teu sorriso
Com trilha sonora de
Bem-te-vis
E caricias de brisa em
Minha face...

Talvez, eu
Te fizesse poemas,
Ainda
Que
 A doçura de tua voz
É poema inigualável...


Talvez,
Tenha mesmo esquecido,
Te esquecer...


-*-

#Deumpoetaqualquer

ASSIM...




Te via tão perto...
Te sentia tão perto...
Tão perto!
Ao lado esquerdo,
A te encontrar
Sempre
No ir e vir
Do coração...

Eis que
Te sinto longe
Tão longe...
Na opacidade causada
Pelo que vem
Da alma
Através do
Meu olhar...

Perceber apenas
Meias palavras...
Poucas palavras...
Ou,
Nenhuma palavra.


Será que é
Saudade
Daquilo que
Nunca existiu?


MEU AMIGO PAULISTA E O CAFÉ DA MANHÃ




A manhã de sábado, feriado da Republica me encontrou letárgico e meio que sem coragem. Não obstante a trilha sonora de bem-te-vis, sabiás, pardais e outros pássaros do quintal. O tempo estava nublado e ideal para ficar quietinho.
Mas tenho obrigações, dentre elas a crônica semanal. E começou a me inquietar o fato de não ter muito assunto para relatar, para dizer aos meus amigos e leitores que generosamente, prestigiam as singelezas que me atrevo a escrever.
A semana foi movimentada e interessante. O trabalho do dia a dia, as aulas na faculdade, o show do Cantor Fernando Perillo e Banda Kalunga na Faculdade União de Goyazes na bela Trindade, tudo foi coroado de sucesso.
No show em Trindade, além da excelente recepção do staff da Faculdade União de Goyazes, o fato principal foi a participação e a receptividade do publico à musica feita em Goiás. Foi tudo perfeito: a Banda Kalunga e seu som de altíssimo nível, o cantor Fernando Perillo contagiando com seu talento e a plateia receptiva e participativa entoando os grandes sucessos do artista, clássicos da MPB e outros hits do cancioneiro, como “Tocando em frente” de Renato Teixeira, “Trem das sete” de Raul Seixas e Paul Coelho.
Depois, uma visita à bela Inhumas, onde na UEG ficou tudo acertado com a Diretora Carla Conti para novo show. Conheci o belo e acolhedor Centro de Cultura e convenções Nelo Balestra que receberá dia dezenove, quarta-feira Fernando Perillo e Banda Kalunga.
Voltando ao assunto da falta de inspiração, em conversa nas redes sociais com um amigo, paulista de nascimento e já quase goiano, afinal, um dia aportou por aqui e experimentou o arroz com pequi . Afirma preferir a pamonha.  Ele me indica que certamente hei de encontrar inspiração caso busque um café passado no coador de pano e que tenha pães de queijo para acompanhar.
Respondi que ideal seria café passado no coador, no bule e deixado sobre a chapa do fogão à lenha, onde se mantém sempre quentinho. Nessas afirmações, viajei à minha infância quando na fazenda do meu avô, pela manhã, via os homens que cuidavam do gado, após o longo trabalho de tirar o leite, vinham até a cozinha onde minha avó servia ovo frito mole com farinha de puba e linguiça de porco.
Fui à cozinha, vi que tinha um pedaço de linguiça pronto, daquelas bem apimentadas da feira de Trindade, e não me contive: fritei um ovo de galinha caipira, coloquei no prato com farinha de puba - sim, eu tenho farinha de puba em casa – acrescentei a linguiça pura, apimentada e estava pronto meu café da manhã.
Degustei sorvendo café forte, fumegante e saboroso. Me senti  na fazenda do meu avô, na minha infância, dentro da minha saudade.
Mas, continuo em busca de inspiração... Dei conta de fazer apenas de um poemeto... Quem sabe, a inspiração chegue muito breve... Um Sabiá, canta aqui perto. E o coração, inquieto e ansioso, está em atividade. O cérebro, bem, esse se recusa a trabalhar... Creio que pelo feriado.



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

FERNANDO PERILLO CANTA EM TRINDADE - GO





O cantor e compositor Fernando Perillo e a Banda Kalunga apresentam nesta quinta-feira, 13  de Novembro, as 20:30h  no Anfiteatro da Faculdade União de Goyazes em Trindade – GO, o show “Trinta anos esta noite”.
No show, Fernando Perillo, acompanhado pela Banda Kalunga, apresenta as canções que marcaram sua trajetória musical em trinta anos de carreira, como "Último Sopro" e "O outro lado da lua".
O show terá inicio as 20:30 horas e faz parte do projeto Circuito Universitário, com incentivo da Lei Goyazes.



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

EM TARDE DE POESIA E LITERATURA, NO CEPI CARLOS ALBERTO DE DEUS




A ansiedade tomou conta, enquanto dois estudantes liam minha simples trajetória de vida, enquanto eu aguardava para entrar naquela sala, onde uma turma de adolescentes me esperava. Eram alunos de ensino médio, na expectativa de ouvir um cronista, que diariamente milita com as letras, em um teclado de um computador, quando se põe a escrever histórias.
Confesso que estava um pouco tenso. E diante de aplausos, ao entrar fiquei como menino tímido, quase sem palavras. Mas a emoção, que teimava em me dominar, teve que ser vencida.
Estava diante de alunos do CEPI Carlos Alberto de Deus, em Goiânia. Quando os aplausos cessaram, tentei retomar o eixo da minha palestra, que havia cuidadosamente preparado para que pudesse dizer daquilo que tanto gosto de fazer.
Me senti como um daqueles jovens. Me senti quando tinha aquela idade, frequentava os bancos do querido Lyceu de Goiânia e sonhava com o futuro.
Fiquei emocionado ao perceber na parede meu nome, em letras estilizadas.   Eis que a responsabilidade ficou maior, afinal, não poderia decepcionar minha atenta e receptiva plateia.
Após os cumprimentos, me entreguei de corpo e alma à minha missão. Da alegria de estar ali e como as letras, os livros, a leitura e a literatura sempre estiveram presentes em minha vida.
Comecei convidando-os a um passeio pela minha infância, à querida e saudosa Fazenda Nova América, onde meu pai fundara uma pequena escola rural e eu, teimosamente, insistia em assistir às suas aulas, ainda que ele não quisesse que eu estivesse ali, devido à minha pouca idade. Mas, teimei e consegui meu cantinho e assim, meu primeiro contato com o saber e com os livros.
Logo aprendi a ler. E um mundo magico e apresentou diante de mim. A vida seguiu, o tempo foi passando e a poesia se aproximou. O coração, sensível fez com quer ela aparecesse de forma mais intensa. Um dia conheci a literatura e a musica feitas em Goiás. Era adolescente e em encantava com as vozes e canções de Pádua, Jorge Lyra, Fernando Perillo, Anete Teixeira, João Caetano, Ely Camargo, Luiz Augusto e Amauri Garcia, dentre outros.
Conheci a poesia de Luiz de Aquino, cujos sinais da madrugada permaneceram na menina dos olhos, até que viesse a coletânea de seus poemas do século vinte.
Comecei a escrever, influenciado pela obra de Jean Pierre Conrad, que descrevia o cotidiano de forma simples e bela. Mas a poesia ficou adormecida. Parei de compor poemas, limitando-me ao mundo das crônicas.
Um dia deparei-me com a obra do poeta Getulio Targino. Não me contive e mesmo com minhas limitações, parti em busca de inspiração e fiz um retorno à poesia. Compus alguns poemas singelos, onde falava de estrelas, de olhares, mãos entrelaçadas, de saudade...
Após essas divagações, me senti à vontade para pedir aos alunos do CEPI Carlos Alberto de Deus, que leiam Alencar, Machado de Assis, que leiam e se encantem com Drummond, Vinicius, Cecilia, Ferreira Gullar.
Mas que procurem conhecer as canções de Pádua, Fernando Perillo, Marcelo Barra, Chico Aafa, a poesia densa e profunda de Getulio Targino, de Nasr Chaul, de Mendonça Teles. As histórias maravilhosas de Carmo Bernardes, de João Afonso Berquó Filho, de José J.Veiga, Cora Coralina. Que conheçam a beleza da musica, da literatura, da poesia feita em Goiás.
Afinal, Goiás possui um imenso e rico acervo de títulos, poemas e canções, que vão de encontro aos anseios da alma e do coração. Trazem a ternura contida em sua essência.
Não posso deixar de dizer um muito obrigado aos agora amigos do CEPI Carlos Alberto de Deus. À direção da escola, à Professora Helda Nubia, pelo carinho da recepção. À Professora Vera Lucia Paganini pela indicação e pelo prestigio. E ao Escritor Dionísio Machado por compartilhar e trazer sua história de vida, suas ricas experiências.
Tenho agora, ainda mais responsabilidade. Responsabilidade e compromisso de continuar a escrever pensando naqueles que se debruçarão diante de minhas singelas páginas. Páginas simples, que continuarão sempre a vir com muito sentimento, de dentro do meu coração. E esperar que, em breve, possamos nos reencontrar!










sábado, 1 de novembro de 2014

ELEIÇÕES 2014: VENCEU E PREVALECEU A DEMOCRACIA




No inicio dos anos 1980, pouco tempo depois de ter chegado em Goiânia para morar definitivamente, havia ainda o medo e a presença ostensiva do pensamento do regime militar, ainda que soprassem os ventos da sonhada redemocratização do país.
Ainda havia o medo! Medo de, por um motivo ou outro ser considerado subversivo ou agitador. Mas, a resistência e a sede de democracia começavam a tomar forma e volume, e as reuniões de vários grupos, sejam anarquistas, comunistas ou de correntes políticas aceitas à época, eram frequentes.
O PDT de Brizola começava  tomar corpo em Goiânia, na figura do advogado Aureolino Neves e muitos partidos começavam a mostrar a cara de seus militantes.
Mas, a situação, apesar da anistia poucos anos antes, não era fácil. Lembro que para apresentar uma peça de teatro infantil, como “O rapto das cebolinhas”, de Maria Clara Machado, como era necessário oficiar a policia federal e obter um carimbo no oficio com o destaque “autorizo” e uma chamegada da caneta de um agente publico.
O clamor da sociedade cresceu e veio o movimento das “diretas já”. Partidos políticos, entidades religiosas, de classe, e toda a sociedade brasileira esteve unida no sonho.
Foi bonito, foi emocionante ver as praças cheias, os palanques lotados e a motivação tomar conta dos brasileiros. Artistas do porte e com a carreira de Milton Nascimento e seus parceiros compuseram canções como “Nova Republica”, onde expressavam a sede de democracia e liberdade.
A pressão obteve êxito, mas de forma parcial. Os militares aceitaram entregar o poder aos civis, mas em eleição indireta, onde o novo presidente da republica seria escolhido pelo congresso nacional.
Era uma situação que precisou habilidade política. Depois de tanto tempo de obscurantismo, aceitou-se a distensão de forma lenta e cautelosa. Os candidatos à Presidência da República eram dois. Representava àquele momento o passado Paulo Maluf e o futuro, a liberdade, era vista na candidatura de Tancredo Neves.
Todos sabem o resultado daqueles momentos. Tancredo adoeceu às vésperas da posse, vindo a falecer posteriormente e tomou posse o vice-presidente eleito, Jose Sarney.
O tempo passou e em 1989 o até então desconhecido Fernando Collor de Melo utilizou bem a nova ferramenta que permitia a exposição de seu partido na TV, o desconhecido PRN, e venceu ao então candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde então temos eleições regulares e os eleitos, cumpridas as exigências da legislação eleitoral tomam posse e governam sob a égide da democracia.
Em 2014, tivemos certamente a eleição mais disputada de todos os tempos da republica. E um festival de baixarias, de ânimos acirrados, tanto dos candidatos, como dos militantes. Nos debates, onde todos tiveram tempo e voz por igual, surgiram vozes que expuseram seu ponto de vista, mesmo que considerados retrógrados ou mesmo homofóbicos, mostrando extremismo religioso e ideias afins. Mas,  eleitor soberanamente mostrou seu voto e definiu mais uma vez os rumos do pais, deixando dois candidatos para a disputa do segundo turno.
Hoje, temos um fenômeno de informação e ao mesmo tempo, um local que se tornou campo de batalha, terra de ninguém. Trata-se das redes sociais. Ali, até anonimamente, ataca-se a honra, a injuria corre frouxa e o respeito e a elegância ficam para trás. Houve militantes afirmando que iriam embora do país se determinado candidato ganhasse, se não fosse o de sua preferencia. Absurdas, deselegantes e inadmissíveis posturas.
Ao final das eleições, quando divulgados os resultados, notou-se uma disputa voto a voto, muito acirrada, sendo sempre muito próximos os números de cada candidato.
Nota-se uma enxurrada de idiotices nessas propaladas redes sociais. Primeiro, estimula, ou tentam estimular a divisão do país em dois, o que votou na candidata Dilma e o que votou no candidato Aécio Neves. Culpam erradamente programas de inclusão como o bolsa família, cuja ideia e aplicação surgiu justamente em Goiás, no primeiro governo de Marconi Perillo. Programa que foi copiado, ampliado e otimizado pelo governo federal.
Para alguns, a reeleição na presidência é continuísmo, mas para governador, não é. Contrassenso e paradoxo desnecessário.
As eleições transcorreram sob a égide do sistema democrático. E o resultado, ainda que fosse por apenas um voto de diferença, refletiria a vontade da maioria, o que prevê e garante o sistema democrático.
O Brasil tem grandes desafios a ser enfrentados, dificuldades para superar e objetivos a alcançar. Não temos dois brasis.
Mesmo que contrariados com a derrota de seu candidato, o certo é esperar quatro anos, trabalhar no campo das ideias e fazer valer seus argumentos diante do eleitor, de acordo com a democracia.
Golpismo, deselegâncias e teorias conspiratórias em nada acrescentam. Somos apenas um país, que cresce, tem futuro e depende de nós para que seja cada dia mais forte.
Portanto, viva o eleitor brasileiro. Venceu e prevaleceu a vontade da maioria, seja nos estados ou em nível federal. Vivas à democracia! Respeite-se a vontade do eleitor!