quinta-feira, 3 de outubro de 2013

QUE SEJA HOJE...


Que chore tudo de uma vez...
Que  sinta todas as dores ...
Hoje...
         
Que derrame lágrimas
Esvazie o coração...
Mas, que sofrimento e dor saiam juntos...
De vez...

Afinal, não, 
Não foi isso que sonhei,
Ou sonhamos...

Não foi isso que planejei...
Ou planejamos! 
Os dois...
Frente a frente 
Olhar no olhar...
Mãos entrelaçadas...

"lute, corra, vá atrás...
Acredite...
Vença... Vença...
Assim me terás..."

Lutei! Corri!
Em batalhas insanas...
Não as venci...

Trilhar caminhos outros...
Recomeços...
Solidão, talvez...

Mas, hei de acreditar em mim...
Apesar da pouca esperança
Que resta...
0u,
Do pouco tempo

Que terei...


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TOTUS... TOTUS TUUS!



Não mais me tem como a primeira
Lembrança ao despertar...
Não mais me devota a direção
De teu encantador sorriso...

Ainda:
Não me destina olhares de ternura,
E não me busca assim que chega...
Ou faz questão da minha voz via éter...

Assim, compreendo,
É chegada a hora:

De avisar ao coração que abra
Seus escaninhos...
E te receba nos intocados recônditos
Onde jamais ninguém esteve...
Ou estará...

Assim,
Fica eternizada
Em minha vida
A saudade...

Saudade de ti...

Por te amar tanto!
Mesmo que eu,
Totus tuus!


Totus... Totus tuus!




terça-feira, 1 de outubro de 2013

PLANOS...





Não, não houveram planos ou previsões...
Nem havia nada escrito
Nas estrelas do coração
Que nos encontraríamos...
Acaso? Destino?

Sequer poderíamos imaginar
A existência um do outro...
Não fizemos planos...

Encontro...

Imaginar
Que almas se fundiriam...
Em uma só...
E teu sorriso se encontraria
Com meu olhar, inquieto olhar...
Em momento de ternura,
Paz e plenitude...

Reencontro...

Não fizemos planos...
Acalentamos sonhos,
Aconchegamos um ao outro
No peito...
E com doçura e amor...
Nos demos colo, cuidado...
Felizes assim...

Sem tempo para pensar:
Um dia olharíamos em outra direção...
E o coração... Este insensato
Não previu isso...
                      
Mas a vida quis
Que viessem
Distâncias...  Ausências,
Fim...

Depois de tudo que vivemos...
Enfim,
Saudade...

Desencontro...






domingo, 29 de setembro de 2013

IGUAIS



 Procuro-te em cada amanhecer...
Busco teu sorriso encantado
Nos sons da brisa
Que acaricia meu rosto
E traz saudade de ti...

Procuro-te...
Percebo tua boca
Em cálices de tinto vinho Bordeaux
Que evocam tua lembrança,
Pura sedução...

Procuro-te...
Sei que és tão igual...
Gêmea alma...
No mesmo gostar
No mesmo sonhar...
Quereres... Encantos...

Procuro-te...
Mas,
Onde, onde estiveste?
Que não no meu coração?

Procuro-te...
Alma gêmea...



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

NOSTALGIA



Saudade...
De sonhos,
Ternuras, carinhos...
Momentos vividos,
Divididos,
De pura adolescência...

Mesmo nessa etapa da vida...
Vida que
Inexoravelmente
Cumpre suas etapas...

Lembranças... Nostalgia
As vivo... Revivo sempre...
Bons momentos... Únicos...
Inesquecíveis ao coração...



Caminhos que busco,
Caminhos, que por vezes
Encontro...
Em reencontros...

Saudade de flores...
Canções...
Encantos...
Olhares...
Sorrisos...
Que parecem ter ficado
No tempo...

Mas estão inseridos
Nos recantos
Recônditos
Do coração...



#De_um_poeta_qualquer...




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

ULTIMO ATO

                                                             
                                                                


                                                                   “...Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores 
                                                           Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores 
                                                   Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores...

                                         (Vander Lee - Meu Jardim)


Não posso mensurar
A falta que sentirás.
Sequer se haverá
Alguma falta...
Afinal, nada mais...
Baixam-se as cortinas... 
Ao fim do ultimo ato.

Portas abriram-se...
E ao atravessá-las,
Percebi que foram cerradas...
Como a dizer:
"não olhe para trás..."

Embora, impossível nada sentir...
Afinal, faltará você...
Em mim

Haverá a falta de juntos
Contemplarmos a magnitude e beleza do
Pôr-do-sol...
Ou viver um amanhecer
Sob o canto de bem-te-vis
E cheiro de flores no quintal...
Sentirei falta de
Te mandar tenras e singelas flores...
Sem data ou motivo especial...
E a beleza, a calmaria de um
Fim de tarde
Que sempre  trouxe paz, quietude...
Em belos momentos a dois...

Ao som de canções e 
E recitar de poemas...

Não...
Não te farei falta...
Faz tempo que não percebes a falta de mim...
Mesmo quando me querias por inteiro...

Quanto à tua falta em mim...
O coração
Terá que aprender a
Conviver...
Mesmo sem viver...

Pois, estás em mim...
Para sempre!


-*-

#De_um_poeta_qualquer


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CICLO








Tempo seco... Ventania...
Folhas ao chão.
Prenuncio de primavera.

O campo
À espera de ser preparado,
Ansioso pelo cultivo.
Arado...  Calcário... Adubo...
Enfim, semente!

Chuva... Terra molhada..
Fertilidade... Germinação...
Vida. Colheita... Fartura!

Sequencias da vida.

Aridez... Ventos fortes... Folhas secas...
Preparar o terreno do coração...
Flores de leveza ímpar
Que tocam ...

Esperanças chegam
Para se transformar nas
Flores, que logo
Serão os frutos
Que trarão novas sementes...
  







Plantar... 
Plantar canções... 
Semear ternura, 
Colher amor...

Após a colheita, coração cheio. 
Pleno. 
De amor.

E, ciclicamente
Recomeçar.
Manter o campo do coração
Fértil, preparado
Para nova semente...

Reinícios...
Ciclo venturoso
Da vida, do amor.
Eterno semear...