domingo, 28 de julho de 2013

BOLO À MODA DO PAULO ROLIM




Custo: R$, 2,50 por receita

- 1,5 xícara (ou um copo e meio) de açúcar cristal
- 03 ovos
- ½ xícara (ou meio copo americano) de óleo de soja.
Misture tudo na batedeira



Acrescente:
- 02 xícaras (copo americano) de farinha de trigo;
- 01 pitada de sal;
- 01 xícara (copo americano) de leite;
- 04 colheres de sopa de queijo ralado;
- 03 colheres de sopa de coco ralado;


Bata tudo e acrescente:
- 01 colher de fermento em pó Royal diluído em meia xícara (copo americano) de leite.

Misture na batedeira o açúcar, óleo de soja e ovos. Depois, adicione a farinha, o leite, o queijo, coco ralado e bata bem. 


Untar com margarina e farinhar uma forma (redonda) e levar ao forno a 220 graus por 50 minutos.

Receita econômica e resultado excelente!!


Bon apetit!!!


sexta-feira, 26 de julho de 2013

DA POESIA, QUE SE FOI...




Não...Não cabem mais poemas...
A poesia se vai...
Escondida em um pôr-do-sol...
Ocaso do amor...
Adormece prematuramente...

Adormece sonhos...
Sonhos vividos
ou não...
Sonhos ainda por viver...

Talvez, nem lua cheia traga-a
de volta...
Nem os sonhos a despertem...

Não, não cabem mais poemas...
Poesia adormecida...
Quase morta...

Adormecida...
Aqui, imerso em saudade
Que deixou...

Dor... saudade...

Renasce, poesia...
Vem... Volta...
Pode ser em forma de canções...
De carinhos,,
De doces palavras via éter...

Renasce...
Volta, poesia...

A CONSAGRAÇÃO DA CASA NOVA


Dona Ana abriu um sorriso e murmurou um “Graças-a-Deus” ao ver ao longe na estrada o vulto de sua comadre Sebastiana acompanhada de uma das filhas. Seu coração se aliviou, afinal havia muito serviço naquele fim-de-semana e sozinha não daria conta de todos os afazeres. Foi uma alegria incontida quando sua grande amiga se ofereceu para ajudá-la. E ela aceitou de imediato.
Começou a planejar a Consagração ao Sagrado Coração de Jesus na nova casa da fazenda quando os buracos para os alicerces começaram a ser furados. E fez a promessa de realizar uma grande festa em louvor para que tudo corresse bem, para que tudo desse certo e fosse concluído a tempo.
De comum acordo com o esposo separou alguns novilhos, mandou preparar o mangueiro com novas leitoas e arrumar o galinheiro para acomodar um número suficiente de frangos caipiras para a grande festa.
O início da construção foi no período final das chuvas, ai por volta do mês de março e terminou no comecinho do mês de outubro, coincidindo com a temporada das frutas na fazenda. Parecia que os pomares entenderam seu propósito e capricharam. Nunca se viu ali tanta fruta madura e doce. Mexerica pokan, jabuticabeiras lotadas (algumas já no seguindo carrego), os cajueiros com seus frutos coloridos, os cajuzinhos do campo azedinhos, todos colaboraram para que a fartura fosse grande. As mangueiras todas com seus galhos vergados pelo peso dos frutos. Assim a Fazenda Santa Lúcia se preparou para a grande festa da casa nova.
Já no sábado pela manhã, a casa era um burburinho só. Os homens preparavam os novilhos e porcos abatidos na véspera. As mulheres sob o comando de dona Ana e de sua comadre Sebastiana agora eram muitas. Estavam lá vizinhas, filhas, noras e amigas da família em animada e alegre conversa. Ajudavam e cuidavam de tudo. Algumas cortando frangos, outras preparando o tempero para a comida, grandes panelas sendo lavadas e “ariadas”, ficando branquinhas, brilhando.
Os meninos numerosos brincavam na grande varanda que circundava a casa. Deliciavam-se com os frutos do quintal, mas não sem antes serem advertidos pelos adultos: “cuidado que mistura com manga faz mal, menino”!
As meninas mais comedidas ninavam suas bonecas, de vários tamanhos e cores, em delicada brincadeira.
O grande momento enfim chegara. Ao lado do esposo, companheiro de muitas décadas –, dos filhos e netos e diante da imagem do Sagrado coração de Jesus dona Ana fez o sinal da cruz iniciou o “canto de invocação” ao Divino Espírito Santo. E se emocionou. Afinal, alguns sonhos de uma vida inteira estavam se concretizando. Por alguns instantes teve lembranças da casa antiga onde criara seus filhos. Mas nem a nostalgia foi suficiente para conter a alegria da nova casa. E ela lutara muito por isso.
Assim, de coração leve e feliz dona Ana rezou. Agradeceu. E se alegrou com presença e a felicidade dos amigos em sua nova casa.



quarta-feira, 24 de julho de 2013

TEMPO DO TEMPO

Hiato de tempo
De alma
Desiderato...

Busca...
Aspirações... 
Busca incessante!
Quando? Onde?

Vem logo...
Que chegue logo esse momento...
Espero ansioso...
Mas,
A espera é angustiante...

Desiderato...
Há que chegar...

Hei de conseguir!

INSENSATEZ

Como és egoísta...
Pensa só em ti...
Unica e exclusivamente em tí.
Não admite sequer poucos instantes de
Necessária desatenção...
Ou de necessária ausência...

Essa exigência faz quer dizer que
Entendes que
Sou nada... Nada sem você...
Nada? Sim, nada sem você...

Seja mais condescendente...
Compreenda mais...

Peço: compreenda mais...
Sei da sua insensatez...
Sei que pensas somente em ti...
Mas, compreenda mais...

Peço...
Peço a ti, 
compreenda mais...

Ó Insensato coração!

terça-feira, 23 de julho de 2013

DISSONÂNCIA

Sonhos...
Sempre juntos... Faremos tudo juntos...
Sonharemos e... Viveremos...
Sonhos...

Mas, independência ou...

Ausência? Saudade?

Caminhos, trajetórias...
Na mesma direção...
Mãos dadas, mãos entrelaçadas...
Juntas, unidas pelo coração...

Na mesma direção...
Nem sempre...
No mesmo olhar...
Olhar no mesmo horizonte, mas...
Não mais ...

Olhar no olhar?

segunda-feira, 22 de julho de 2013

ARIDEZ

Caminho... Busco...
Supero...
Pedras... Íngremes ladeiras...

Ribanceiras perigosas,
Traiçoeiras, fatais...
Transponho, venço...
Não importa se só...
Sigo...                                  

Há que se plantar
Para que um dia venha
A colheita...

Ao coração, pulsar...

Afinal,
mesmo pisando em terreno
Infértil, árido
Ainda busco lugares
para que possa semear...