sábado, 27 de dezembro de 2025

DEZEMBRO 25 E O 26 QUE SE AVIZINHA

 

 

Chega mais um dezembro, e não publiquei meu “novo” livro, que no meu entendimento, deveria fazer companhia ao solitário “primeiro livro”, cujo poético nome é “Em noites de Seresta e Poesia”, publicado em 2019 pela Editora Kelps.

É fato que tenho material escrito  suficiente para até mais de um livro, sem contar que tá prontinho um exclusivo de poemas – Travessia – parado no tempo e nos escaninhos eletrônicos no meu notebook. Talvez, Travessia tenha “ficado”, pelo tom, em alguns momentos, confessional. Mas, tá quase no prelo.

Com o final de 25, como diziam os antigos, posso dizer que nem tudo o que planejei, consegui executar, por força de circunstâncias, mas é certo que estes projetos serão conclusos, bem rapidamente.

Nos últimos tempos, comecei a sentir falta de publicar rotineiramente, como fazia nos tempos do Universitária em Seresta, com o saudoso amigo e irmão João Sobreira, onde as crônicas eram semanais, e entremeadas por poemas. São inúmeras as razões que posso buscar para “deixar” de publicar com frequência, mas creio que, pelo estilo que gosto e consigo fazer melhor – a crônica poética ou descritiva - tem faltado sim inspiração. E quanto aos poemas, talvez precise ouvir melhor a voz do coração, pois é de lá que emanam sentimentos que se traduzem em palavras, e juntas, se tornam poemas.

 E falar em coração, encontrar um pouco mais de tempo para boas partidas de futebol, ping-pong, rodadas de palito – sim, palito – e cantar “umas modas” com os pequenos Daniel e Gabriel, tendo por perto o papai Bruno, a mamãe Thais e a Tia Alline.

Estar ao lado de pessoas queridas que em diversos momentos, estiveram presentes neste 25. E ainda, ter a oportunidade e o privilégio de rever velhos e bons amigos!

25 foi um ano em que agreguei novos produtos ao portfólio como E-books, Áudio-books, e etc. que se transformaram em trabalho e sobrevivência.

Algo me preocupa para 26: será um ano de intensas disputas eleitorais e a política se tornou, na maioria das vezes, uma verdadeira "briga de foice no escuro". Utopicamente, espero que as pessoas sejam mais tolerantes e benevolentes com o pensar dos outros. Ninguém é obrigado a pensar igual, diferenças de pensamento político devem se pautar pelo respeito, e quem sabe, terminar com um bom café, ou mesmo em um bar, diante de um copo de cerveja bem gelada e animada conversa. Nada justifica que, em nome de políticos que em sua maioria sequer sabem quem está no andar de baixo, se percam amizades, relacionamentos, ou mesmo oportunidades para bons e divertidos encontros. Depende unicamente de cada um.

E que os senhores da guerra, com seu cinismo e falta de humanidade possam ser contidos, afinal, nunca vão para o front, se escondem sob o guarda-chuva de sua enorme e eficiente segurança. São covardes. E para eles, a vida humana – dos outros – pouco ou nada importa. Importa é o poder. Aliás, são obcecados pelo poder. Político e financeiro.

No mais, é agradecer por tudo o que aconteceu em 25, e que 26 chegue bem, mantendo o que foi conquistado e permitindo que as oportunidades para o trabalho se ampliem para novos e profícuos horizontes.

Portanto, para 26, que a harmonia, a paz e o amor se façam presentes em nossas vidas e na vida de quem tanto amamos e queremos bem!

É isso!

Paz e bem!

Feliz 2026!


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

SOBRE GATOS – JÚNIOR/SANDY/JÚNIOR!

 


            O mestre e imortal Adalberto de Queiroz, na primeira segunda-feira deste novembro nos brinda com uma belíssima crônica em O Popular, cujo chamativo título é “Como abandonar um gato”.

            E, quando se lê sobre “gatos”, é natural uma busca nos recônditos, em uma visita aos escaninhos da saudade dos tempos da infância, onde naturalmente todo menino teve convivência com um desses acolhedores animais, muitos com fama de “marrento”, mas que raramente dispensam um bom carinho, ou um bom colo.

            Da minha infância, lembro que tivemos gatos somente na saudosa e querida Fazenda Nova América, onde o gato tinha uma função altamente necessária, com destaque para a captura e afastamento de roedores, que volta e meia apareciam. E os gatos justificavam o ditado que “Casa onde tem gato, não béra rato...”. Quando meu pai vendeu a fazenda e mudamos para a cidade, não tivemos mais nenhum, pois ele entendia que ali não eram necessários.

            Os nomes dos animais da fazenda eram uma atração à parte. Os cachorros, eram Veludo, Guamá, Jaguar, Rompe-Ferro, (que eu chamava de Runferro), Jagui, Troi... Os cavalos eram Vencedor, Mereba, Qual... E dos gatos, eu me lembro de Marujo e Pixurica.

            Um que fez história foi Zorra, criado com todo cuidado pela minha saudosa Tia Mirian, a quem carinhosamente chamávamos de “Titia”. Não sei o porquê de Zorra, e não Zorro.

            Titia era a filha mais nova de meu avô, e por ser desde criança, merecedora de cuidados, face à saúde frágil, nunca se casou. Era a grande amiga dos sobrinhos, que respeitosa e carinhosamente a procuravam para ouvir conselhos e histórias. Meu pai falava que ela teve um grande amor na vida, mas seguiu sem concretizar este romance.

            Zorra era enorme, de pelagem totalmente branca e cheio de manias. Tinha um miado grave, era bem arisco e convivia bem com outro animal da casa, o esperto e também branquinho Trouxinha, um cachorrinho de porte médio e bom para latir. Creio que somente Titia tinha “permissão” para acarinha-lo. Zorra, embora fosse castrado e já idoso, um dia desapareceu, para imensa tristeza de Titia.

            Passado muito tempo, um gato marcou também, desta vez para mim e minha filhas. Um belo dia, chego em casa e vejo um gatinho frágil, branco e amarelo, com cara de coitado. Sensibilizado pelas meninas, optei por permitir que fosse adotado, e como todo pai, disse “desde que elas cuidassem dele”. Em homenagem á dupla Sandy e Júnior, que fazia muito sucesso à época e que minhas filhas tanto gostavam, deram a ele o nome de Júnior.

            Júnior foi crescendo e logo, como a natureza não se manifestava, as meninas entenderam que era “Sandy”, mas não demorou muito e constatarem que não, era mesmo Júnior.

            Como todo gato, Júnior era folgado, manso, lerdo até, mas gostava de um carinho. Raramente entrava dentro de casa, creio que depois que foi expulso do quarto de minha filha, que ao chegar da escola o encontrou no terceiro sono sobre sua cama, ou, pior ainda, sobre seu travesseiro.

            Se relacionava bem com as cadelas de casa, e chegava a mamar nas tetas da Sacha, que mansinha, permitia que ele se deitasse sobre ela e tirasse ali seu cochilo. Quase sempre era interrompido quando Sacha, de maneira brusca, se levantava rapidamente e ia latir com alguém que se aproximava do portão de casa.

            Em uma tarde quente, ao chegar do trabalho, notei que Júnior não estava. Por alguns dias, procuramos saber na vizinhança, mas nunca mais tivemos notícias.

            E até hoje, em nossas prosas de fim de semana, lembramos com saudade do Júnior.

           


           

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Set, 22: 15:19h. É PRIMAVERA!

 



Há semanas, ou meses,
Os Ipês com suas cores anunciam:
Ela logo chegará!

Os pássaros, apressados
Em construir ninhos,
Aprimoram o canto,
E se preparam
Para a estação do amor.

E hoje, ela chegou!

É Primavera!