domingo, 29 de março de 2026

HOJE, ACORDEI COM VONTADE DE OUVIR BELCHIOR...

 




Neste sábado, meu despertar foi às primeiras luzes da manhã, manhã de outono, que se apresentaria radiosa, brilhante e com ares de felicidade. Bela manhã!

No mais, tudo se desenhava para ser um sábado comum. Ainda na cama, após minhas orações, um breve momento de reflexão sobre como seria o meu dia: o que faria, se estava tudo preparado para a reunião de trabalho com uma nova cliente, marcada para as dez horas, a sequência dos novos livros a serem publicados. E essas reflexões me acompanharam ao fazer meu café – forte e com pouco açúcar – e ao esperar o pão de queijo assar, ver o dia chegar, com pássaros se apresentando com a beleza de seu canto, o incansável João de Barro já na lida, ciscando e em busca de material para seu trabalho. Tudo isso, com o amigo e companheiro rádio, que trazia canções antigas, que lembravam os tempos da querida e saudosa Fazenda Nova América, de muitos anos passados.

Café tomado, hora de me debruçar diante do velho e incansável Dell 1510, que outra vez parece querer me avisar que precisa de um novo teclado.

Quase não percebo o passar das horas, que passam, passam, enquanto os textos vêm, fluem, surgem no branco do Word, em incansável e infindo compor de palavras, em orações, períodos, parágrafos, capítulos.

Hora da reunião, muito agradável, harmônica, e incluiu a degustação de um saboroso quibe, com suco natural de limão.

Na volta para casa, um bate-papo com o motorista de aplicativo, e no rádio, música de Belchior - ...eu sou apenas um rapaz, latino-americano... – que começava sua carreira no segmento, e elencava as vantagens que teria ao trabalhar para si mesmo. Desejei boa sorte e que ele alcançasse o sucesso tão almejado, pensando nas frases da canção do dândi cearense.

Ao abrir o portão, a alegria da Cacau pela minha volta, como sempre faz: correndo pelo quintal e pulando em mim, à espera do carinho e certamente, de um pedaço de pão, ou bolacha.

O dia transcorreu como começou: dia ensolarado, e a tarde trouxe, depois de um período de chuvas diárias, trouxe um belo pôr do sol, seguido do anoitecer que ampliou a beleza do infinito com a lua em fase crescente.

Inspirado, ler um pouco, tomar uma cerveja, e esperar o socorro do amigo sono.

E hoje, Domingo de Ramos, em manhã tão bela como a do sábado, me permiti ficar na cama um pouco mais, e ao levantar, a manhã já estava plena, luminosa, esplendorosa, de beleza ímpar.

Momento de fazer o café – forte, com pouco açúcar – e pedir à Alexa canções. Canções de Belchior. De puro lirismo e poesia!


@paulorolimescritor


 

 





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