Neste sábado, meu despertar foi às
primeiras luzes da manhã, manhã de outono, que se apresentaria radiosa,
brilhante e com ares de felicidade. Bela manhã!
No mais, tudo se desenhava para ser um
sábado comum. Ainda na cama, após minhas orações, um breve momento de reflexão
sobre como seria o meu dia: o que faria, se estava tudo preparado para a
reunião de trabalho com uma nova cliente, marcada para as dez horas, a
sequência dos novos livros a serem publicados. E essas reflexões me
acompanharam ao fazer meu café – forte e com pouco açúcar – e ao esperar o pão
de queijo assar, ver o dia chegar, com pássaros se apresentando com a beleza de
seu canto, o incansável João de Barro já na lida, ciscando e em busca de
material para seu trabalho. Tudo isso, com o amigo e companheiro rádio, que trazia
canções antigas, que lembravam os tempos da querida e saudosa Fazenda Nova
América, de muitos anos passados.
Café tomado, hora de me debruçar diante do
velho e incansável Dell 1510, que outra vez parece querer me avisar que precisa
de um novo teclado.
Quase não percebo o passar das horas, que
passam, passam, enquanto os textos vêm, fluem, surgem no branco do Word, em
incansável e infindo compor de palavras, em orações, períodos, parágrafos,
capítulos.
Hora da reunião, muito agradável,
harmônica, e incluiu a degustação de um saboroso quibe, com suco natural de
limão.
Na volta para casa, um bate-papo com o motorista de aplicativo, e no rádio, música de Belchior - ...eu sou
apenas um rapaz, latino-americano... – que começava sua carreira no segmento, e
elencava as vantagens que teria ao trabalhar para si mesmo. Desejei boa sorte e
que ele alcançasse o sucesso tão almejado, pensando nas frases da canção do
dândi cearense.
Ao abrir o portão, a alegria da Cacau pela
minha volta, como sempre faz: correndo pelo quintal e pulando em mim, à espera
do carinho e certamente, de um pedaço de pão, ou bolacha.
O dia transcorreu como começou: dia ensolarado,
e a tarde trouxe, depois de um período de chuvas diárias, trouxe um belo pôr do
sol, seguido do anoitecer que ampliou a beleza do infinito com a lua em fase
crescente.
Inspirado, ler um pouco, tomar uma
cerveja, e esperar o socorro do amigo sono.
E hoje, Domingo de Ramos, em manhã tão
bela como a do sábado, me permiti ficar na cama um pouco mais, e ao levantar, a
manhã já estava plena, luminosa, esplendorosa, de beleza ímpar.
Momento de fazer o café – forte, com pouco açúcar – e pedir à Alexa canções. Canções de Belchior. De puro lirismo e poesia!
@paulorolimescritor

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